Valderez Nepomuceno

Consciência estética do cotidiano - poesia e prosa

29.11.08

Poema 7 - 21 / Valderez Nepomuceno

BANHO

trepar na banheira
era um desejo quase infantil
mas não daquele jeito…

: com o vômito
cheio de álcool e restos alimentares
do homem que já não amava

criado por meiotom.ops    13:15 — Arquivado em: Sem categoria

Poema 7 - 21 / Constâncio Negaro

MADRUGADAS

ordenar-se
conferir o sacramento

masturbar-se
retirar do corpo o sêmen

: orações e sêmen
habitam madrugadas sacras

criado por meiotom.ops    13:07 — Arquivado em: Sem categoria

23.11.08

Poema 6 - 21 / Constâncio Negaro

O DESPIR-SE DEPOIS DA MISSA

depois de dobrados
– lentamente –
beija-se os atributos
: a casula, a estola, o manípulo, a alva…

do corpo nu
vê-se apenas a sombra na parede…

criado por meiotom.ops    20:33 — Arquivado em: Sem categoria

POEMA 6 - 21 / Valderez Nepomuceno

SALA II

aquele abraço
com cheiro de rabo-de-galo
o aperto por trás
o olhar preso na novela


: histórias que me faziam sorrir - e chorar

criado por meiotom.ops    20:12 — Arquivado em: Sem categoria

17.11.08

Poema 5 - 21 / Valderez Nepomuceno

COZINHA

sentada na pia
com as pernas abertas ao falo
gozei as umidades
que devem vazar da mulher no orgasmo

depois
sem juras que não poderia cumprir
servi um quindim
ao homem que lambeu o doce
como há pouco lambera meu sexo 
- e partira, sem deixar culpas

criado por meiotom.ops    20:01 — Arquivado em: Sem categoria

Poema 5 - 21 / Constâncio Negaro

ANJOS

à noite
cada um entra em sua cela
túmulo de gestos obscenos e ejaculações noturnas

cedo
junto ao ar morno do sexo reprimido que vaza pelas frestas
das portas
anjos saem soerguidos como os amantes de um quarto
de motel
e atravessam o longo e frio corredor com trajes negros
e femininos – cruz no peito
seguem na direção do confessionário

criado por meiotom.ops    19:59 — Arquivado em: Sem categoria

8.11.08

Poema 4 - 21 / Valderez Nepomuceno


Foto Thierry Tillier

FODA

e o pênis
a roçar minha vagina
como lixa
a plantar filhos 
no ventre
como se a mulher
fosse uma fábrica de bonecas
( eliminei um a um
sem que o homem notasse a dor)

criado por meiotom.ops    8:41 — Arquivado em: Sem categoria

Poema 4- 21 / Constâncio Negaro

SONS

sexta-feira
é dia de coral
eu nos sons que vêm da rua
mas a musicalidade
que sai de minha boca é sacra
e mistura-se ao hálito de homens
que se acreditam anjos

criado por meiotom.ops    8:34 — Arquivado em: Sem categoria

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